Wednesday, November 29, 2006

Desculpa



Sei que já nada mais a fazer, que quando conseguir olhar para tudo com olhos de ver, vai ser tudo mais fácil, mas agora não consigo... não me peçam o impossivel, não me peçam para não chorar... tudo e todos tivemos culpa, tu pai tambem, mas de que serve a culpa agora? De nada pai, hoje tive opé do que resta de ti, comprei te uma planta daquelas que tu gostavas, e coloquei ta ao lado do teu numero... como??? como é que podes ser só um numero... 1371... não pai... nunca o serás... só consigo ver as tuas coisas boas e as minhas más... está a ser complicado pai... porque?? Se pudesses falar comigo só mais uma vez... o F. hoje voltou a escrever o teu nome num pedaço de cartão que está na tua supultura, voltaremos a escrever sempre, pai... mas nada te trara de volta, estou angustiada, sei que ninguem quer que esteja assim , se calhar nem tu pai, mas dá me um sinal.... por favor...
A vida não continua.... descontinua.... um vazio ocupa o meu coração e nele só as lembraças, porque a saudade ainda está á porta e a dor é que ainda dança lá dentro....
Desculpa pai...perdoa me... que eu já te perdoei....

Tuesday, November 28, 2006

E agora?








"Não morreu... mas por instantes pensei que podia desaparecer.... e doeu me. Muito. E logo eu que pensei quequando esse dia chegasse não ia sentir nada... mas senti... senti me mal. Porque afinal existem certos laços que não se apagam. São eternos....Fui a casa dele... e as lembranças... as minhas e as dele... confundiram se entre lágrimas e sorrisos....porque é que nas alturas más... só nos lembramos das boas?
Beijoave rara" escrito dia 25 de julho de 2006


Dia 26 de novembro
Morreu, e eu tenho que lhe pedir desculpa, e dizer lhe tudo o que nunca lhe disse, e agradecer lhe uma coisa, o facto de me ter ensinado que o mais importante são as pessoas e que nunca nos devemos esquecer delas, eu esqueci me de ti pai, o homem que tu foste já não me intressa, mas o pai que foste ficou aqui dentro pai, ontem limpei te o sangue que te escorria pela face, fi lo porque tu gostavas de andar sempre impecavel e fi lo porque quis... não nos devemos lamentar pelo que não fizemos, mas sim lembrarmo nos do que concretizamos, eu sei pai, eu sei que podia ter feito mais, mas se te servir de consolo nesta altura só me lembro das tuas coisas boas, tenho medo de me esquecer delas, de quando nos levaste á serra da estrela, quando fazias o barco nas estradas de sintra, quando me ensinaste a guiar, quando me chamavas maricota e me fazias cocegas no nariz, ou simplesmente quando te chamava de pai, que aprendi ontem quando te desci á terra que era um privilegio poder faze lo. Agora choro te arrependida, queria um minuto contigo, sózinha... para ver se tinhas realmente orgulho em mim, doi me o coração a alma, doi me pensar que temos que continuar, doi me pensar que não estas aqui com o teu feitio, d0i me pensar na tua ultima noite sozinho, doi me pensar que já não te irei ver a enrolar o cabelo como o fazias quando estavas cansado, doi me saber que não te cheguei a fazer o bolo que tantas vezes pensei em fazer, doi me pensar que já não te tenho.
Não quero acreditar que já cá não estás, sei que a dor vai dar lugar á saudade e até lá, pai, o que é que eu faço??
Há laços que não se apagam e o de filha e pai é um dele, amo te, mas esqueci me de te dizer, sabes porque? Porque nunca mo deixaste fazer, ontem no teu velorio estava uma borboleta, daquelas que tu fugias, ontem finalmente deixaste a pousar sobre ti e ela finalmente mostrou te que não te fazia mal... tiveste tantas borboletas na tua vida e nunca deixaste que nenhuma se pousasse sobre ti... ontem essas borboletas choraram por ti.
Quero acreditar que estás em paz... e quero acreditar que olhas por nós dai de cima.

AMO TE pai, desculpa.

Saturday, November 11, 2006

Regresso


A partir deste momento
Prometi me ser feliz
(Feliz!)

A partir deste momento
Choro, sorrio

A partir deste dia encontro me
Reencontro me no ponto
Onde deixei a alma
Onde perdi a calma
Recomeço

Embebo as lágrimas em sorrisos
(Todos os que forem precisos!)
Vou até alem
Vou até ao infinito
E volto…
(Sempre!)

Num olhar…
Numa festa…
Num sorriso…
Numa lágrima…

Perdi a minha alma
Mas encontrei a no infinito do tempo
Sei que a vou perder mais vezes
Mas a esperança de a encontrar
Fará com que a encontre tantas quantas as que a vou perder!

Thursday, November 09, 2006

















Sossegada…
Foi o que fiquei
Quando me deste o ultimo de todos os beijos

Calma
Foi o que senti
Quando te afastaste de mim

Amei me
Quando fui capaz
De te largar

Regressei a mim
Quando te separaste de mim

Porque enquanto
Fui de ti e para ti
Nunca fui minha e de mim